Da perseverança dos santos

I. Aqueles que Deus aceitou em seu Amado, eficazmente chamou e santificou pelo Seu Espírito, não podem decair do estado da graça, nem total, nem finalmente; mas, certamente perseverarão nesse estado até o fim e serão eternamente salvos (Fp 1:6; 2Pe 1:10; Jo 10:28,29; 1Jo 3:9; 1Pe 1:5,9).

II. Esta perseverança dos santos não depende do livre arbítrio deles, mas da imutabilidade do decreto da eleição, procedente do livre e imutável amor de Deus Pai (2Tm 2:18,19; Jr 31:3), da eficácia do mérito e intercessão de Jesus Cristo (Hb 10:10,14; Hb 13:20,21; Hb 9:12-15; Rm 8:33-39; Jo 17:11,24; Lc 22:32; Hb 7:25) da permanência do Espírito e da semente de Deus neles (Jo 14:16,17; 1Jo 2:27; 1Jo 3:9) e da natureza do pacto da graça (Jr 32:40); e de todas estas coisas vêm também a sua certeza e infalibilidade (Jo 10:28; 2Ts 3:3; 1Jo 2:19).

III. Eles, porém, pelas tentações de Satanás e do mundo, pela força da corrupção neles restante e pela negligência dos meios de preservação, podem cair em graves pecados (Mt 26:70,72,74) e por algum tempo continuar neles (Sl 51 [título], 14); incorrem assim no desagrado de Deus (Is 64:5,7,9; 2Sm 11:27), entristecem o seu Santo Espírito (Ef 4:30) e de algum modo vêm a ser privados das suas graças e confortos (Sl 51:8,10,12; Ap 2:4; Ct 5:2-4,6), têm os seus corações endurecidos (Is 63:17; Mc 6:52; Mc 16:14) e as suas consciências feridas (Sl 32:3,4; Sl 51:8), prejudicam e escandalizam os outros (2Sm 12:14) e atraem sobre si juízos temporais (Sl 89:31,32; 1Co 11:32).
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CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER 1647 – CAPÍTULO XVII – DA PERSEVERANÇA DOS SANTOS