Orientações sobre o Dia do Senhor

[Por: Martin Lloyde-Jones]

“…Existe certa forma de religiosidade — e, infelizmente, parece que se vai tornando mais e mais comum — que não hesita em ensinar que contanto que se vá à casa de Deus, domingo de manhã, não importa muito o que se fizer durante o restante do dia. Todavia, não estou pensando somente sobre aqueles que dizem que tudo o de que necessitamos é de participar da Ceia do Senhor, pela manhã, e então estaremos livres para observar o domingo como bem entendermos. E tenho indagado de mim mesmo se isso, de fato, nos pode satisfazer a consciência. Ao que me parece, manifesta-se crescentemente entre nós aquela tendência que nos leva a pensar: ‘Naturalmente, o que interessa é o culto matutino; preciso de ensino e instrução. Porém, o culto vespertino é inteiramente dedicado à evangelização; por isso, passarei o resto do dia lendo e pondo em dia a minha correspondência‘. Assevera que isso equivale a nos tornarmos culpados do erro dos fariseus. O dia do Senhor é um dia que deve ser dedicado ao Senhor, tanto quanto possível. Deveríamos esforçar-nos por deixar de lado, ao máximo de nossa capacidade, todas as demais atividades, a fim de que nesse dia Deus seja honrado e glorificado, a fim de que a Sua causa floresça e prospere. Os fariseus sentiam-se perfeitamente satisfeitos por estarem cumprindo os seus deveres externos. Sim, já tinham estado presentes ao culto, e, para eles, isso lhes bastava.”…
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Martin Lloyde-Jones – Estudos no Sermão do Monte – p. 191, Editora Fiel.
Fonte (facebook): Manoel Canuto