A meditação sobre morte deve nos aproximar de Deus

[Por: David Brainerd]

…Caríssimo senhor,

Como é surpreendente que os vivos, que sabem que devem morrer, apesar disso “adiem o dia mau,” em tempos de saúde e prosperidade, e vivam a uma distância tão terrível da familiaridade com o túmulo, e as grandes preocupações além dele! E, em especial, poderia com justiça nos encher de surpresa saber que alguém cuja mente foi divinamente iluminada, para contemplar as coisas importantes da eternidade como elas são, digo, que esses vivam dessa maneira. Entretanto, senhor, como é frequente essa situação! Como são raros os exemplos dos que vivem e agem dia após dia como se estivessem às vésperas da eternidade; lutando para preencher seus momentos remanescentes no serviço e honra do grande Mestre! Nós insensivelmente desperdiçamos tempo, enquanto pensamos tê-lo em abundância; e estamos tão estranhamente distraídos, a ponto de, em grande medida, perdemos a noção da santidade e das qualificações necessárias para nos preparar para sermos habitantes do paraíso celestial. Mas, ó caro senhor, um leito de morte, se desfrutarmos claramente da razão, dará outra visão das coisas. Tenho estado, por mais de três semanas, prostrado sob o maior grau de fraqueza; esperando, na maior parte do tempo, nas horas e nos dias, entrar no mundo eterno. Às vezes, tenho ido tão longe a ponto de ficar sem palavras por diversas horas. Ah! Nestas ocasiões, como me parece ser vasta a importância que tem a vida espiritual santa! Tenho desejado chamar todos os meus amigos para persuadi-los a viver para Deus, especialmente todos os que estão designados ou já atuantes no serviço do santuário. Ó, caro senhor, não pense que seja suficiente viver no nível dos cristãos comuns.“…
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David Brainerd – Works of Jonathan Edwards, Volume Two (LETTER IX.) – Carta de David Brainerd a um jovem candidato ao ministério.

Tradução – Tiago cunha