Hinos não-inspirados, Música Instrumental e a Violação do Culto

[Por: Johannes Geerhardus Vos]

“Em especial, que corrupções no culto a Deus têm se tornado comuns ao longo dos últimos cem anos, nas igrejas da ala Reformada ou Calvinista do protestantismo?

(A) A virtual suplantação do Saltério inspirado por hinos de mera composição humana, como material de louvor.

(B) A introdução generalizada de música instrumental no culto divino. Precisamos entender que com a Reforma o Saltério inspirado era o livro de louvor nas fileiras Reformadas ou Calvinistas do protestantismo, e que a música instrumental era geralmente rejeitada como não bíblica e corrupção do culto a Deus. Essa era a posição de João Calvino, João Knox e de muitos outros líderes da Reforma.

Esse culto simples e bíblico persistiu por cerca de duzentos anos entre as igrejas presbiterianas e congregacionais de origem escocesa, inglesa e irlandesa. Depois disso os hinos não-inspirados e a música instrumental começaram a penetrar; tais inovações no culto, no entanto, tinha invariavelmente de lutar contra forte oposição da parte de multidões de cristãos conscienciosos.

Hoje a suplantação do Saltério é quase tão completa que há muitos membros de igreja que jamais ouviram, no culto a Deus, o cântico exclusivo de salmos, sem a música do piano ou do órgão.

Aqueles que aderem a esse princípio ‘Puritano’ de culto são considerados ‘esquisitos’ e ‘parados no tempo’, porém, estão apenas abraçando um princípio que era totalmente aceito pelos teólogos Calvinistas Reformados e Puritanos, um princípio alicerçado nas verdades da Reforma naquilo que se aplica ao culto a Deus.”…
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Johannes Geerhardus Vos – Catecismo Maior de Westminster Comentado, Editora Os Puritanos – p. 348
Fonte: Gunnar Lima (facebook)